sábado, 30 de abril de 2005
Reflection 2# Thinkin’ About...
Esta minha ausência (circunstâncias, meh...lol), fez-me reflectir... Assaltou a minha mente com alguns pensamentos que me bombardearam em quase tudo o que foi direcção.
Antes de mais, de referir que tive: saudades (disto, da malta,..de tudo) e tempo para analisar, tempo para pensar numas coisas e repensar outras...e ainda tropeçar em uma ou outra “inevitabilidade”. Vou só mencionar dois ou três aspectos.
É difícil constatar que um PEQUENO grande factor pode alterar de forma irreversível e por completo a nossa vida,..e ver que tudo o que eram planos caem então por terra, entram em combustão espontânea, ou pura e simplesmente deixam de fazer sentido. É chato sentirmos na pele que there’s NO turning back.
Há coisas que mudam para sempre a nossa vida; não as podemos apagar, negar, nem esquecer ou fugir delas. Elas já existem. Por um lado, deixam-nos felizes...e resta-nos então encontrar um lugar bonito para elas. Temos de esquecer o que fica agora para trás e seguir em frente por uma estrada que assustadoramente não sabemos onde vai dar, ou terminar; apenas que não era a que tínhamos inicialmente escolhido e traçado para nós.
That’s life...and sometimes it really sucks! Não estou a falar da minha, mas não é por isso que fico menos triste.
Por outro lado ainda – e de uma perspectiva diferente da anterior – dói o rumo que algumas coisas na nossa vida tomam, quer sejamos nós a causá-las ou não. [Pior ainda quando nem sequer temos poder sobre elas ou sequer as escolhemos...é comer e calar.]
Já faz lembrar um anúncio novo (Caixa Agrícola, se não me engano): “Ser jovem não é fácil”...lol. Pois, mesmo. Mas, c’est la vie.
Conselho a todos: cuidado com o que fazem. Os pequenos nadas de hoje, podem ser a nossa catástrofe de amanhã.
"A vida é bela".
Por isso, be happy e um bom fim-de-semana a tutti. Bisous.
quarta-feira, 13 de abril de 2005
Reflection # Morta...de Cansaço
Dois dias...inteiros a trabalhar
podia eu dizer. Mas o “non stop” foi pior que isso: a
alvorada chegou até a ser antes da porra do galo sequer
acordar (quanto mais cantar) e a “retirada” já a passar das
22horas...damn it! Mas teve que ser, paciência.
O melhor de tudo; dei o meu melhor, vi que ando perto de
me tornar super-guerreira (depois de alguns pesos pesados
de mobília, electrodomésticos e afins, venha de lá quem
quiser, porque desconfio que hoje até ao Super Homem
conseguia chegar a roupa ao pêlo!..Eh). Ainda a camarada-
gem, os espíritos de sacrifício e de equipa (definitivamente
a união faz a força) e a alegria de concretizar e superar as
expectativas criadas.
O pior: deixar para trás algo que chegou também a fazer
parte da minha vida – no melhor e no pior – e que se torna
agora recordação, e o descobrir a parte “boa” que alguns
acabam por revelar (tais como toneladas de egoísmo,
egocentrismo e mais uma resma de outras coisas que nem
interessam referir).
Concluindo: Uma nova etapa que se inicia para uns,
e o morrer de cansaço (que é o meu caso) para outros.
Por isso, hoje fiz gazeta e “borrifei-me” para o raio do
despertador.
domingo, 10 de abril de 2005
O Que Transcende
Eu queria gritar ao mundo
aquilo que sinto por ti
o quanto te amo
o quanto preciso de ti
mas não encontrava as palavras certas,
as mais explicitas, as mais belas
ou as que melhor transmitissem este sentimento
que invade o meu peito
que rasga o meu desejo
que seca a minha garganta
a minha língua,
me deixa sem discurso, sem ar, sem força
a pensar como louca e
Eleva-me aos céus,
toco nas estrelas, roubo a lua,
leva-me a lugares que nunca vi
leva-me a paraísos jamais imaginados,
a saborear sensações
a viver emoções que jamais conheci
e lembro-me que sou tua.
Eu queria espalhar aos quatro ventos
o carinho que esta dentro de mim
o brilho que irradio
o sorriso esboçado,
o sentimento partilhado
o amor que trocamos
e o espírito que se transcende,
uma tontura que não se compreende
a carne que se inflama
e um olhar que na boca se rende
Eu queria gritar ao mundo,
mas inchando o peito
fecho os olhos e
solto-o num suspiro profundo....
domingo, 3 de abril de 2005
E Tudo O Que Nos Une
para o meu mais que tudo
o beijo mais doce que
já alguma vez foi dado,
com um abraço bem forte...
os meus dedos a acariciarem a tua face
cheios de ternura,
e um olhar daqueles bem profundo a dizer:
quero-te tanto. muito
mesmo.
pensa que te estou a abraçar...
e a puxar-te para bem perto de mim,
juntinhos mesmo
com o teu pé a tocar no meu,
os joelhos a entrelaçar
e, os que se desejam,
aconchegados um no outro
como outrora estivemos
eu
tu
nós de frente um para o outro,
os teus olhinhos fechados
os teus braços a minha volta
a tua doçura
a minha ternura
o nosso amor
e tudo o que nos une;
és lindo
Amo-te
quarta-feira, 30 de março de 2005
O Que O Coração Quer
O rosto não consegue
nem tenta por sombras disfarçar
O sorriso parolo de orelha a orelha
Que nem na cara parece caber...
As bochechas quase ganham cãibras,
As orelhas ainda que afectadas,
não parecem chatear-se
Pois ouvem o que
o coração quer ou deseja,
O coração sorri porque
os olhos cintilam
ao partilharem
do delírio dos braços
ao tocar-te a ti meu amor.
E os lábios, mordiscados,
Mataram a fome ou sede?
Difícil dizer, pois
ainda que recebam muito
sabe-lhes sempre a muito pouco!
E na espera do próximo momento,
A mente chora e
o corpo fica como louco.
Não demores, nem venhas tarde
Porque: até à próxima é uma eternidade.
segunda-feira, 28 de março de 2005
Passa [Tudo] Passa
Mais um mês que quase termina
Mais uma semana que começa
menos um dia nas minhas férias
umas horas, uns minutos e segundos
que passam e escasseiam
e eu aqui...
A chuva passa e molha os campos
O sol espreita
A natureza afaga
o homem semeia
E perante tão verdes
e belos campos a deslumbrar,
ao relembrar sorri
Passa a Páscoa
passam os doces;
enjoa-se os chocolates e as amêndoas
O calor da família
vislumbrar
a alegria do convívio;
passa tudo
tudo passa
menos as saudades que sinto por ti.
...Passa tudo. Será que tudo passa?
quinta-feira, 24 de março de 2005
As Coisas Que Me Dizes
Custava-me a adormecer
O sono era muito; estava cansada, exausta, contudo irrequieta. Não parecia encontrar maneira de acalmar, muito menos sossegar o que sentia.
Suspiraste.
Sorriste e olhaste-me com a doçura de quem tenta confortar uma criança:
"Se não conseguires dormir, pensa no que sinto por ti, e pensa no mundo que és para mim."
Perdi a capacidade de articular uma palavra que fosse.
Acalmei: ....fui dormir.
* "I can't take my mind off you"... (Damien Rice_"The Blower's Daughter")